Uso de Whatsapp e demissão por justa causa. Isso está correto? Vida Sim

Em pouquíssimo tempo, os smartphones invadiram nossas vidas de uma forma impressionante. Não são poucas as pessoas que passam horas do dia conectadas aos equipamentos chegando até ao ponto de sentirem sintomas de abstinência quando desconectadas.

Cada vez mais modernos, com mais recursos e aplicativos, os dispositivos conquistam usuários de todas as idades e classes sociais no mundo todo, inclusive no Brasil. Entre os aplicativos, o maior destaque vai para o WhatsApp – plataforma de mensagem instantânea, que já é líder na preferência dos usuários brasileiros.

O uso do celular não tem limites. Indispensável para muitos, o dispositivo está sempre presente. Seja durante durante idas ao banheiro, em refeições, ao caminhar ou em qualquer outro momento.

Entretanto, a prática tem se tornado um grande problema para as empresas, que, cada vez mais estão proibindo ou tentando restringir o uso de celulares durante o período de trabalho. O uso do celular tem feito com que o funcionário priorize os assuntos pessoais e deixe as outras atividades em segundo plano, diminuindo sua produtividade além de aumentar riscos de outros problemas graves como erros e até mesmo acidentes.

De acordo com especialistas, a regra que restringe o uso desses equipamentos não é tão nova assim. Muitas empresas já utilizam programas de bloqueios nos computadores de trabalho a fim de coibir a prática de recebimento de mensagens pessoais a todo momento. Com a expansão das redes sociais aliada à disseminação da tecnologia, tornou-se um hábito comum para muitos passar várias horas do dia conectados, inclusive enquanto exercem suas atividades profissionais, durante o expediente.

Especialistas esclarecem que para o bom desempenho de uma atividade, o objetivo precisa fluir de forma constante e lógica, sem interrupções e desvios de atenção. A cada interrupção é necessário um determinado tempo para voltar a se concentrar na atividade que se estava realizando. A princípio pode parecer um tempo insignificante, mas se contar quantas pausas ocorrem no dia, se trata de um grande tempo perdido. Neste caso, vale também ressaltar que o funcionário vende ao empregador seu horário de trabalho.

Ainda, segundo especialistas, os empregadores podem vetar o uso de celulares durante o horário de trabalho, assim como o uso de qualquer outro dispositivo que atrapalhe as atividades ou coloque em risco outros funcionários, obrigando-os a desligarem o aparelho durante o expediente. Porém, ao restringir o uso, a empresa deverá fornecer aos colaboradores uma linha de telefone fixo para que recebam ligações, como no caso de uma emergência familiar. A proibição deverá ser informada no Regulamento Interno da empresa e levada ao conhecimento de todos, esclarecendo o que é ou não é permitido nas dependências de trabalho.

A empresa também poderá optar pela política do ‘bom senso’, com orientações de uso para evitar excessos durante o trabalho. No caso de persistência do uso abusivo, o empregador deverá aplicar sanções como advertência oral, suspensão, podendo até mesmo chegar à demissão. Especialistas advertem que o descumprimento das normas ou abuso no uso pode ocasionar demissão por justa causa.

Vale lembrar que o uso exagerado de celulares e smartphones pode afetar outras áreas da vida, como relacionamentos, a própria vida social e atenção no desempenho de atividades. Este é um tema muito sério que já começa a ser tratado por profissionais e especialista como doença.


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