Pernambuco luta para ser o primeiro estado livre de agrotóxicos no Brasil Vida Sim

Durante o Fórum de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos que aconteceu em Pernambuco, representantes da empresa Monsanto continuam defendendo o uso de agrotóxicos que estudos provam ser altamente prejudiciais para a saúde humana e ambiental. A briga que parece ser longa e mostra a urgência da tomada de medidas pela reavaliação do glisofato, um herbicida que a pedido do Ministério Público Federal deve ser banido do mercado (o que já ocorre em mais de 20 países do mundo).

Rondup é o nome comercial pelo qual a maioria das pessoas reconhece como “agrotóxico” – o veneno composto por glisofatoque pode causar autismo em milhões de crianças além de dezenas de outras doenças. De forma engenhosa, após manobras em documentos de segurança para a venda, a Monsanto conseguiu que o agrotóxico fosse altamente inserido e utilizado por agricultores em todo o Brasil.

Atualmente o glisofato está em contato constante com os seres humanos, principalmente através dos alimentos e da água. Alimentos como feijão, ervilha, lentilha e soja são rigorosamente tratados com herbicidas com o objetivo de eliminar pragas. Mas há uma série de estudos que apontam que o consumo desses alimentos a longo prazo pode causar doenças irreparáveis como Alzheimer, câncer cerebral e até doenças de nascença.

Além disso, já foram encontradas relações com o aumento de inflamações do intestino e esclerose múltipla que trazem o glisofato como causa principal. A doença de Parkinson também foi reconhecida como desordens cerebrais causadas pelo uso dos agrotóxicos. Doenças hepáticas, depressão, hipertiroidismo e pelo menos 3 tipos diferentes de câncer também são relacionados ao consumo glisofato. Por isso, ativistas defendem que medidas emergenciais devem ser tomadas para de banir o uso desse agroquímico, assim como já ocorre em muitos lugares do mundo. Se o pedido for aprovado pela ANVISA, Pernambuco será o primeiro estado a se ver livre do glisofato no país, abrindo um precedente para que as mudanças também sejam realizadas no restante do Brasil.

É interessante perceber que mesmo frente à pressão exercida pela sociedade civil, a Monsanto não se apresenta muito preocupada. De forma irônica, um representante da empresa chegou a afirmar em audiência pública que “agrotóxico é igual a cafézinho”. Com chavões como esse e chegando a afirmar que “o sal de cozinha pode matar mais rápido que o agrotóxico glifosato”, a Monsanto demonstra de modo claro que para a empresa, a saúde da população e manutenção do meio ambiente não se configuram como uma das maiores preocupações no momento.


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