Manicures chegam a cobrar 300 reais para fazer as unhas Vida Sim

Recentemente foi exposta a exploração sofrida pela mão de obra imigrante dentro dos salões de beleza do exterior, especificamente em Nova York. O jornal The New York Times através de uma longa e árdua investigação dedicou-se a mostrar o cotidiano dessas manicures, geralmente de origem asiática ou hispânica. As condições sanitárias de muitos dos locais escolhidos foram relatadas como ruins, o que pode contribuir de maneira direta para problemas de saúde na cliente.

Nesse setor relacionado à beleza das unhas, porém com características bem diferentes ao exposto acima, encontram-se as brasileiras, reconhecidas e amplamente procuradas por seus serviços nos Estados Unidos. Este é considerado por muitos como artigo de luxo na ilha de Manhattan, e nesse meio se destaca a baiana Luize Cunha, manicure há sete anos na cidade de Nova York. Segundo ela: “brasileiro sabe o que quer e corre atrás. Não vou encontrar nenhum lugar que pague mais caro que aqui”.

Ela chega a cobrar, apenas para fazer as unhas das mãos, o valor de US$ 110, ou seja, aproximadamente R$ 330. Luize acredita que seu sucesso seja fruto da repercussão do serviço brasileiro advindo de outras precursoras no país, como é o caso do reconhecido salão J.Sisters, fundado no ano de 1987 por sete irmãs capixabas. O sucesso foi tão grande, que o estabelecimento se desenvolveu e hoje atende cerca de 300 clientes por dia.

Além disso, o estilo e os métodos utilizados pelas manicures brasileiras são diferentes. Existe uma maior preocupação em relação à saúde da unha. O custo maior se dá em virtude de toda a higiene empregada, serviços melhores e materiais de melhor qualidade.

O valor do serviço brasileiro é elevado quando comparado à média nacional. De acordo com um estudo realizado pela Nails Magazine, a média gira em torno de US$ 52,80 (R$ 158,40) para o serviço. Como já foi citado, determinados salões abusam de suas funcionárias, o que se relaciona diretamente com o estilo e a qualidade de vida que as mesmas obtêm.

O governo norte-americano está de olho para evitar os abusos trabalhistas que vem ocorrendo. De acordo com Luize, “isso aí é salão de esquina, não tem brasileira trabalhando, onde as trabalhadoras recebem uma comissão dos valores cobrados por seus serviços. Se começarem a olhar de verdade, vão fechar muitos desses lugares por causa das condições sanitárias”.


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