Ainda existe preconceito no empreendedorismo feminino? Vida Sim

A discriminação contra as mulheres prejudica a todos. O cenário feminino no empreendedorismo já é mais do que uma realidade, e as empresárias estão em todas as partes do mundo, fazendo parte de um recurso econômico que ninguém mais pode ignorar.

Existe hoje, em todo o mundo, um número crescente de mulheres estão começando seus próprios negócios e criando empresas. O número de mulheres com educação em nível superior também vem se elevando com o passar dos anos, assim como o enriquecimento econômico das mulheres e o reconhecimento da sua importância, que progridem bastante. Mas ainda existem barreiras a serem quebradas.

Embora nenhum país do mundo tenha alcançado a paridade de rendimento entre os sexos (na União Européia, EUA e Reino Unido, por exemplo, a diferença entre os rendimentos de homens e mulheres é cerca de 20%), nos países em desenvolvimento as disparidades salariais são muito maiores.

No entanto, ainda é relativamente insignificante se comparado a outras as muitas outras desigualdades que as mulheres enfrentam. As mulheres são duas vezes mais propensas que os homens a viver na pobreza, dois em cada três adultos analfabetos são mulheres e menos de 2% da terra intitulada no mundo é de propriedade de mulheres.

As consequências são devastadoras, não só para as próprias mulheres ou suas famílias, mas para a saúde e prosperidade de toda a sociedade.

O equilíbrio de poder econômico entre homens e mulheres é essencial também para o reflexo social. Estudos mostram que ao contrário dos homens, as mulheres gastam cerca de 90% de sua renda com suas famílias.

Quando as mulheres são financeiramente independentes, suas famílias têm acesso a bens de consumo. Elas têm o poder de tomar decisões financeiras domésticas e obter maior controle sobre suas próprias vidas e as vidas de seus filhos.

Uma mulher com independência financeira significa uma voz influente em seu meio comum, significa também o combate à injustiça e discriminação, além de impulsionar os avanços na saúde e educação. Simplificando, mulheres capacitadas podem e mudam as sociedades.


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