Saiba como é possível se prevenir das doenças de inverno Vida Sim

As oscilações climáticas decorrentes da chegada das estações como o outono e o inverno afetam muito gente e desencadeiam uma série de doenças. A união do tempo seco, as baixas taxas de umidade relativa do ar e a maior concentração de poluentes facilita o aparecimento de doenças como a bronquite, asma, pneumonia, gripe, resfriado, entre outras.

Doenças como essas costumam aparecer com maior frequência nessa época, pois nesse período as pessoas tendem a permanecer mais em locais fechados, sem ventilação, e com aglomeração de pessoas, fatores que facilitam a transmissão.

É preciso ficar atento, pois muitas dessas doenças podem evoluir para casos mais graves. O ideal é conhecer cada uma delas e seus sintomas, e tentar se manter o mais longe possível. Algumas medidas simples contribuem para o seu combate e o ideal é que você as conheça e coloque-as em prática antes que o organismo seja acometido.

A primeira providência que pode ser tomada é atentar-se à alimentação e hidratação do corpo. Assim como em todas as estações, durante o período de inverno é essencial manter um cardápio equilibrado, de modo a contribuir para que a imunidade do organismo seja reforçada. Com o frio, as sopas e os caldos ricos em legumes e verduras são uma excelente opção.

Mas não se deve deixar de lado as frutas, em especial as que contêm vitaminas C, como a laranja, que ajuda na prevenção contra gripes e resfriados. Os probióticos como iogurtes e leites fermentados também são indicados. Além disso, dois litros de água devem ser consumidos ao dia. Isso evita o ressecamento das vias aéreas e a formação de feridas, diminuindo assim, a possível entrada de microrganismos nocivos ao organismo.

É comum as pessoas abandonarem a academia durante o inverno, mas praticar atividade física regularmente é essencial, pois contribui para aumentar a capacidade respiratória. Além de ajudarem a manter a forma, os exercícios auxiliam especialmente os indivíduos que sofrem com asma e bronquite. Outra dica importante é evitar lugares fechados e com aglomeração de pessoas, já que essas circunstâncias facilitam a transmissão. Quando estiver em casa, procure abrir as janelas para que o ar circule, busque colocar cobertores no sol, retirar o pó acumulado na mobília e passar pano úmido na casa ao invés de varrer – evitando o levantamento de poeira. E para aquelas pessoas que já sofrem com alguma doença respiratória, o ideal é manter distância de objetos que contenham pêlos, como bichinhos de pelúcia, tapetes, entre outros.

Aproveite os dias de sol para lavar as roupas, pois quando elas ficam muito tempo úmidas, acabam se tornando excelentes locais para a proliferação de fungos que despertam a rinite alérgica. Além disso, aquelas roupas que estão no fundo do armário – mas serão utilizadas, devem ser lavadas com água quente e algum produto antifúngico, além de expostas ao sol, e depois passadas com ferro quente. Tais medidas visam acabar com ácaros e fungos que despertam tanto a rinite como a asma.

Por fim, procure evitar o contato com pessoas infectadas, cubra a boca e o nariz ao espirrar e lave as mãos constantemente, em especial após a higiene nasal. Além disso, jamais se automedique, sempre procure um atendimento médico antes de tomar as medidas necessárias e seguras para o seu caso.

Saiba quais são as principais doenças que atingem as pessoas durante o inverno:

1 – Sinusite:

Refere-se à inflamação da mucosa que reveste os chamados seios da face, cavidades do crânio que se localizam ao redor do nariz. Ela pode ser originada em virtude de uma infecção viral ou bacteriana, quadro alérgico, ou qualquer outro motivo que obstrua a correta drenagem da secreção da área em questão.

Esse processo inflamatório atinge também a mucosa nasal, trazendo como principais sintomas as dores de cabeça, nariz entupido, pressão ou dor facial, obstrução nasal e secreção, entre outros.


2 – Amigdalite:

Localizada na parte superior da garganta, as amígdalas são gânglios linfáticos que apresentam como principal função a proteção contra microrganismos nocivos que possam vir a causar infecções no organismo.

A amigdalite ocorre quando há inflamação e o inchaço das amígdalas. Geralmente ela é causada por vírus, mas pode haver também a infecção bacteriana. Os principais sintomas ocasionados pela doença são: dor de garganta, manchas brancas ou amareladas nas amígdalas, inchaço das mesmas, dificuldade e dor ao engolir, febre, mau hálito, entre outros.


3 – Rinite alérgica:

A rinite alérgica ocorre quando inalamos partículas que são consideradas estranhas pelo nosso organismo. Dentre essas, podemos citar o contato com poeira, mofo, produtos de limpeza, cigarro, mudanças de temperatura e umidade.

Os principais sintomas decorrentes da rinite são: irritação no nariz, boca, olhos, garganta, coriza, espirros, e lacrimejamento nos olhos. A doença afeta quase um terço da população brasileira, agravando-se em especial no inverno, nesse contexto os períodos de melhora e pioras intercalam-se.


4 – Pneumonia:

A infecção aguda que atinge os pulmões é conhecida como pneumonia. Os causadores podem ser bactérias, vírus ou fungos, e o acometimento da doença pode atingir a região dos alvéolos pulmonares e às vezes os interstícios, ou seja, o espaço existente entre um alvéolo e outro.

Esses agentes infecciosos penetram no espaço alveolar, causando obstrução e prejudicando a troca gasosa. Pode surgir após uma gripe ou uma bronquite forte, mas geralmente decorre de falhas provenientes das defesas do próprio organismo. Os principais sintomas são: febre alta, mal-estar geral, falta de ar, dor no tórax, tosse, secreção de cor amarelada ou esverdeada, fraqueza, entre outros.


5 – Gripe:

A gripe é uma infecção respiratória causada pelo vírus influenza, sendo altamente contagiosa. Pessoas de mais idade, que apresentam função imunológica debilitada ou alguma doença respiratória crônica têm mais predisposição a contrair infecções mais graves.

Os sintomas começam a surgir de um a quatro dias após o contágio. São eles: febre, dor muscular, calafrios, fraqueza, espirros, coriza, dor de cabeça, nariz obstruído, entre outros.


6 – Resfriado:

Muitos confundem a gripe com o resfriado, uma vez que os sintomas são semelhantes. Porém ambas são distintas, e causadas por vírus diferentes. Ela também é altamente contagiosa, mas um pouco menos grave que a gripe.

A principal diferença entre eles é a ausência de febre no resfriado. Os sintomas aqui apresentados são: dor de garganta, coriza, dores pelo corpo, espirros, obstrução do nariz, tosse, entre outros.


7 – Bronquite:

A bronquite ocorre quando há inflamação dos brônquios. Devido ao inchaço das mucosas, ocorre obstrução das passagens principais que levam o ar aos pulmões. Ela pode ser aguda ou crônica. A primeira possui um período menor de duração, sendo geralmente causada por vírus e bactérias.

Primeiramente ela afeta o nariz e a garganta, e depois se espalha para os pulmões. Já a segunda, apresenta maior recorrência e tempo de duração. Ela é considerada um tipo de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e gera tosse seca com chiado, seguida de tosse com catarro. Entre suas prováveis causas, podemos citar poluição e a emissão de gases tóxicos no meio ambiente ou no ambiente de trabalho.


8 – Otite:

A otite é uma infecção do ouvido médio, ou seja, um espaço cheio de ar, localizado atrás do tímpano. Ela é causada tanto por vírus como por bactérias.

Entre os sintomas, que costumam aparecer de 2 a 7 dias após uma infecção respiratória, podemos citar: dor de ouvido, líquido espesso e amarelado saindo do ouvido (indicando que provavelmente o tímpano se rompeu), problemas para dormir, zumbidos, problemas com a audição, entre outros.


9 – Asma:

A asma é o nome dado ao estreitamento dos bronquíolos, que dificulta a passagem de ar para os pulmões. Substâncias ou produtos que irritam as vias aéreas, como por exemplo , produtos de limpeza e perfumes estão entre alguns dos fatores desencadeantes da doença.

Outras possíveis causas podem ser infecções virais, atividade física intensa e até mesmo fatores emocionais. Quando os bronquíolos inflamam, eles segregam ainda mais muco, o que torna o ato de expirar muito difícil, causando uma sensação de sufocamento.

Entre os sintomas mais frequentes podemos citar: tosse seca, falta de ar com chiado e pressão no peito.


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