Pesquisa revela contaminação em 73% dos frangos do varejo Vida Sim

Durante o período de um ano, foram analisadas quatro mil amostras de frango pela Food Standards Agency (FSA), agência responsável pelas normas alimentares do Reino Unido. O resultado foi alarmante. Constatou-se um elevado índice de contaminação nas carnes de frangos avaliadas, e ainda que 73% do material analisado encontrava-se contaminado pela bactéria Campylobacter, uma das responsáveis pelo surgimento de problemas como infecções no aparelho gastrointestinal, que se não tratada corretamente, pode levar a morte.

Averiguou-se ainda que uma parte compreendia um nível de contaminação menor, mas suficiente para causar danos aos consumidores, enquanto outra parte, mais especificamente um em cada cinco frangos, continham contaminação no mais alto grau possível.

A situação em si já se mostra extremamente preocupante, porém outra descoberta traz ainda mais apreensão diante desses alimentos. Ainda sobre a mesma pesquisa, a FSA relatou que foram encontrados níveis significativos de bactéria nas embalagens externas, cerca de 20% ao total. Desse modo, o simples ato de levantá-la ou tocá-la pode contribuir para o desenvolvimento de uma infecção.

A mesma pesquisa já havia sido realizada, mas o comparativo entre os resultados prova que houve um aumento dos números, de 53% para 73%, ou seja, o nível de contaminação teve um aumento significativo. Como já mencionado, a bactéria pode levar a morte, mas é importante ressaltar que ela é a responsável todos os anos por aproximadamente 280.000 infecções.

Para diminuir os riscos de contaminação, a principal recomendação é cozinhar a carne pelo maior tempo possível, além de evitar ao máximo o contato com os órgãos e a pele do animal. Já para aqueles que não ligam ou não fazem questão do frango na dieta, deixar de comprá-lo e comê-lo pode ser a melhor opção.


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