O consumo da soja é realmente saudável? Vida Sim

A história da soja é antiga. Foi durante a dinastia Chou (1134-246 AC) que ela passou a ser utilizada, logo depois que os chineses aprenderam a fermentar os grãos de soja para produzir alimentos como missô e shoyu.

Eles não se alimentavam dos grãos, os quais hoje a ciência comprova que contêm uma enorme quantidade de substâncias que podem ser prejudiciais à saúde, mas a consumiam em quantidades mínimas e de modo saudável, uma vez que essa era produzida pelos métodos tradicionais de fermentação ou lenta separação. Diferentemente de nós, os orientais consomem a soja apenas como condimento, enquanto nós ingerimos grandes quantidades desse alimento chegando até a utilizá-lo como substituto de carnes ou peixes.

Hoje, o aumento do consumo desse tipo de produto tomou enormes proporções, sendo que a maioria dos produtos oriundos da soja não são fermentados – processo que neutraliza as toxinas dos grãos. Pelo contrário, são processados de tal forma que as proteínas são alteradas e os níveis de elementos cancerígenos aumentam. As isoflavonas, contidas na soja, são as principais razões pela qual ela se torna um mau alimento, em especial a genisteína e daidzeína, que causam a maioria dos efeitos negativos observados pelo seu uso.

Segue uma lista de assuntos controversos relacionados à soja:

1 – Existem na soja, inibidores de tripsina, os quais não são neutralizados pelo cozimento. Desse modo, há interferência com a digestão de proteínas, o que pode facilitar o desenvolvimento de deficiências na captação de aminoácidos pelo organismo, podendo levar a formação de distúrbios no pâncreas.


2 – A lisinoanalina tóxica e as nitrosaminas são altamente cancerígenas e resultam em parte do processamento da proteína de soja. Durante esse processo, ainda ocorre à formação do Glutamato Monossódico ou GMS, que pode ser classificado como uma excito-toxina, ou seja, uma substância que tem o poder de estimular as células a ponto de danificá-las ou matá-las.


3 – Para um bom desenvolvimento e saúde do sistema nervoso é preciso que exista uma assimilação de cálcio, magnésio, cobre e também uma disponibilidade de ferro e zinco. Esses componentes podem ser reduzidos, em virtude dos elevados níveis de ácido fítico presente na soja. Este, não é neutralizado por métodos comuns, como deixar de molho, germinar e cozinhar por muito tempo. Grandes quantidades desse tipo de ácido podem causar problemas de crescimento em crianças.

Vale ainda lembrar que elevados níveis de alumínio encontrados em alimentos de soja, são tóxicos para o sistema nervoso e rins.


4 – Foi comprovado que a soja provoca a diminuição do colesterol bom, HDL (1,2).


5 – Quando consumimos alimentos de soja, nosso organismo passa a necessitar de maiores quantidades de vitamina D, porém esta vitamina sintética, adicionada ao leite de soja, é tóxica.


6 – Câncer da tireoide e hipotireoidismo são duas doenças que podem ser causadas por agentes antitireoides, denominados fitoestrógenos, os quais são encontrados na soja. O consumo de alimentos de soja está associado ainda a tumores relacionados ao estrógeno, e outros problemas na tireoide. O consumo exacerbado de fitoestrógenos por gestantes pode acarretar em problemas no desenvolvimento do feto e futuramente durante o início da puberdade. Sabe-se ainda, que a soja pode interferir na função endócrina, o que pode resultar um aumento no risco de uma possível infertilidade ou até câncer de mama.


7 – Atualmente se tem notado um aumento no desenvolvimento sexual prematuro em meninas e no retardamento do desenvolvimento sexual em meninos. Isso pode ser causado, em virtude de megadoses de fitoestrógenos presente no pó de soja para lactentes. A amamentação, quando feita com soja, tende a concentrar na corrente sanguínea uma maior quantidade de hormônios femininos, os quais inibem a testosterona. Desse modo, não podemos ignorar como uma das possíveis causas do desenvolvimento alterado em meninos – inclui nesse caso, o TDAH (transtorno no déficit de atenção e hiperatividade). Além do mais, estudos apontam que a soja causa infertilidade em animais, uma vez, que os fitoestrógenos nesse caso comportam-se como poderosos disruptores endócrinos.


8 – Análogos da vitamina B12 na soja não são absorvidos, e ainda podem aumentar a demanda desta no nosso organismo.


9 – Relaciona-se o desenvolvimento prematuro de meninas ao uso de mamadeira de soja e a exposição à pseudo-estrógenos ambientais como PCBs e DDE.


10 – Aqueles bebês alimentados com leite de soja, ao invés de leite em pó comum, concentram em seu sangue quantidades de estrógeno de treze a vinte vezes maiores. O que pode corresponder a cinco pílulas anticoncepcionais por dia.


11 – Possui alto potencial alergênico por conter proteínas de difícil digestão. Como já mencionado, a soja possui elevadas quantidades de isoflavonas (genisteína e daidzenina), hormônios fitoestrógenos, que interferem na captação de iodo pela tireoide, comprometendo a produção dos hormônios T3 e T4.


12 – A produção de testosterona é afetada pela soja, e isso já foi comprovado em estudos (3). Eles mostraram uma redução de 76% da produção de testosterona nos homens, após a ingestão de proteína de soja ao longo de um breve período.

É importante ressaltar que devido a grande preocupação da presença de toxinas e elementos cancerígenos na soja processada, o FDA nunca aprovou a proteína isolada da soja como GRAS (Generally Recognized as Safe).


Referências:

(1)- Ashton E, Ball M. “Effects of soy as tofu vs. meat on lipoprotein concentrations.” Eur J Clin Nutr 2000 Jan;54(1):14-9

(2)-Madani S, et al. “Dietary protein level and origin (casein and highly purified soybean protein) affect hepatic storage, plasma lipid transport, and antioxidative defense status in the rat.” Nutrition 2000 May;16(5):368-75.

(3)-Zhong, et al. “Effects of dietary supplement of soy protein isolate and low fat diet on prostate cancer.” FASEB J 2000;14(4):a531.11


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