Muito cuidado na leitura dos rótulos dos alimentos Vida Sim

Os conteúdos descritos nas embalagens passa despercebido pela maioria das pessoas, uma vez que apresentam nomes complicados e difíceis de serem compreendidos. Mas saber ler os rótulos e atentar-se para as informações nutricionais dos produtos é muito importante para que você consumidor, saiba de forma consciente o que está consumindo.

Dessa maneira, você pode prevenir-se de inúmeros erros e fazer as escolhas certas para manter uma dieta mais equilibrada.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é o órgão responsável por controlar os rótulos dos alimentos. Segundo ele, todos os produtos devem apresentar informações que visem à garantia de qualidade e a saúde do consumidor, como o valor energético, a porção, medida caseira e quantidade por porção de carboidratos, proteínas, gorduras, fibras e sódio de cada alimento.

Por isso, conhecer e distinguir o que você ingere pode contribuir muito para manter um organismo equilibrado. Preparamos algumas explicações que dificilmente serão encontradas nos rótulos além de dicas para que você faça as melhores escolhas na hora das compras. Confira abaixo:

Informações impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária:

1 – Porção:

O termo porção se refere à quantidade ideal do alimento que deve ser consumido de acordo com uma alimentação saudável. Nas embalagens dos produtos, geralmente aparece em gramas ou mililitros.

É importante ficar atento a esse item, uma vez que todos os dados presentes no rótulo são definidos de acordo com uma porção. Além disso, caso você compare produtos similares, observe se ambos possuem a mesma porção, para assim não realizar o cálculo de modo errado.


2 – Medida caseira:

A medida caseira é aquela comumente utilizada pelos consumidores na hora de medir os alimentos, como por exemplo: unidades, xícaras, copos ou colheres de sopa.

É uma quantidade padrão bem simples, que tem o intuito de facilitar na hora de entender e de comparar as diversas informações nutricionais.


3 – Valor energético:

O valor energético presente nos rótulos, expresso na forma de quilocalorias (kcal) e quilo joules (KJ) indica a energia que é criada pelo nosso organismo a partir da ingestão de carboidratos, proteínas e gorduras totais presentes em uma determinada porção de alimento.


4 – %VD:

O significado desta sigla refere-se ao percentual de valores diários e a uma média de consumo calórico para a população brasileira adulta saudável, estabelecida no valor de 2000 kcal.

Mas é importante lembrar que cada pessoa possui necessidades diferentes, ou seja, de acordo com o estado de saúde em que se encontra.

Desse modo, não se trata de uma regra, e deve ser analisada de forma individual. Cada nutriente fornece um valor diferente para se calcular o valor diário, confira:

- Carboidratos: 375 gramas
- Proteínas: 50 gramas
- Gorduras totais: 80 gramas
- Gorduras saturadas: 25 gramas
- Colesterol: 300 miligramas
- Fibra alimentar: 30 gramas
- Cálcio: 800 miligramas
- Ferro: 14 miligramas
- Sódio: 2400 miligramas


5 – Carboidratos:

A função primordial dos carboidratos é fornecer ao nosso organismo energia. Alimentos como pães, massas, farinhas, entre outros, fazem parte desse grupo alimentar.


6 – Proteínas:

Elas podem ser encontradas em alimentos como leite e seus derivados, no ovo, no peixe, carne, entre outros. Atuam na construção e reconstrução de nossas células e tecidos, além de também poderem desempenhar funções hormonais e de defesa.


7 – Gorduras totais:

A gordura total representa a somatória de todas as outras gorduras encontradas, boas ou ruins. Elas ajudam na absorção de vitaminas A, D, E, K, além de serem ótimas fontes de energia.


8 – Gorduras saturadas:

As gorduras saturadas compreendem um tipo de gordura que se consumida em excesso pode acarretar diversos problemas de saúde.

São encontradas em alimentos de origem animal como em carnes, pele de frango, queijos, leite integral, manteiga, entre outros.


9 – Gorduras trans:

Essa é outro tipo de gordura que deve ser evitada, uma vez que pode gerar riscos à saúde, como por exemplo doenças no coração. Ela é facilmente encontrada na maioria dos produtos industrializados, como sorvetes, pizzas, alimentos fritos, margarinas, biscoitos, entre outros.

Segundo a ANVISA, o ideal é que não se consuma mais que 2 gramas desse tipo de gordura ao dia.


10 – Fibra alimentar:

O consumo de fibras é excelente para o nosso organismo, uma vez que contribuem melhorando a função intestinal, controlando as taxas de glicemia e de colesterol e aumentando a sensação de saciedade.

Cerca de 25 g diárias de fibra alimentar já produzem diversos benefícios ao nosso corpo. Podemos encontrá-las em diversos tipos de alimentos, como feijões, frutas, hortaliças, cereais integrais, entre muitos outros.


11 – Sódio:

Nada que é consumido em excesso é bom, e o sódio é também um exemplo disso. O consumo em grandes quantidades provoca retenção de líquidos e contribui para o aumento da pressão arterial.

Ele está presente na maioria dos alimentos industrializados que consumimos, além do sal de cozinha.


Dê atenção especial a essas informações:

Entenda que porção é diferente de pacote:

É preciso ficar atento na hora de ler as informações nutricionais do produto. Geralmente elas referem-se a uma quantidade específica, ou seja, a uma determinada porção.

Nessa hora, muitos confundem com o pacote todo, o que pode gerar dúvida e fazer com que exista um consumo exagerado do alimento.

Procure identificar os níveis tanto de colesterol, açúcar, gordura e sódio, para assim entender melhor sobre as características do produto.


Suco natural e industrializado:

Sabemos que os sucos naturais são ótimas opções para substituir o consumo de refrigerantes. Mas é preciso prestar atenção nos rótulos quando a troca consiste em sucos industrializados.

O valor nutricional desse tipo de bebida costuma ser muito baixo, além da existência de enormes quantidades de corantes e aromatizantes em sua composição. Fique atento e procure a melhor opção.


Zero que não é zero:

É fácil encontramos produtos que estampem em suas embalagens a presença de 0g de gordura trans, quando na verdade, possuem o mesmo que quantidades ínfimas.

Isso induz muitas pessoas a consumirem porções maiores, uma vez que acreditam não estarem ingerindo gordura trans.

A dica é procurar nos rótulos pela presença de óleo hidrogenado ou parcialmente hidrogenado.


Integral:

O produto integral é aquele que quando retirado da natureza passa por menos processos industriais para assim preservar suas vitaminas, minerais, proteínas e todos os seus nutrientes.

Diversos produtos informam que são integrais. Entretanto, mesmo possuindo farinha integral, possuem ainda farinha refinada. Ou não comum, a farinha recebe doses de ferro apenas para conseguir o selo de integral.


Recomendação diária:

Ela nos proporciona uma ideia superficial do valor nutricional do alimento. Esse tipo de informação é facilmente encontrado ao lado da tabela de informações nutricionais.

Mas é difícil você saber se determinado alimento é uma boa fonte de nutrientes ou não apenas se baseando na recomendação diária.

Uma dica é ficar atento as porcentagens, ou seja, se um determinado nutriente presente no alimento é de 5% do valor diário, é considerado baixo, 20% ou mais já é considerado alto.

É importante atentar-se ainda às quantidades consumidas. Em especial por crianças, uma vez que a indicação dos valores diários se baseia em uma dieta de 2.000 calorias, e não as 1.800 calorias indicadas para os menores.


Outras dicas importantes:

– Se você possui restrições alimentares, sua atenção deve redobrar em relação à composição dos alimentos.


– De acordo com a ANVISA, os ingredientes dos alimentos são listados nos rótulos de maneira decrescente de quantidade. Por exemplo, se o seu objetivo é comprar um produto integral, confira se o primeiro ingrediente é realmente a farinha integral. E tenha mais atenção ainda quando as gorduras e o açúcar vieram no topo da lista.


– Ao escolher um produto, olhe primeiramente a quantidade de gorduras, fibras e sódio do produto, uma vez que esses são itens determinantes no quesito qualidade.


– Fique sempre atento ao prazo de validade, e compre sempre os mais recentes, que geralmente são colocados no fundo das prateleiras, para que assim, os mais antigos sejam vendidos primeiro.


Veja outras opiniões, conte a sua também: