Descubra se você sofre da síndrome do pavio curto Vida Sim

Você já ouviu falar no transtorno explosivo itinerante? Também conhecido pelo nome de síndrome do pavio curto, este transtorno se caracteriza por reações exageradas e explosivas diante de situações frustrantes do dia a dia. A fase mais propícia para desenvolver a síndrome engloba o final da adolescência e o início da vida adulta. Ataques de fúria, dificuldades de lidar com a raiva e irritação por motivos bobos são alguns dos seus principais sintomas.

Para lidarmos com situações cotidianas, desenvolvemos o que pode ser denominado de atos de vontade. Através deles os acontecimentos são pensados para posteriormente serem desencadeados. A ordem normal dos fatos consiste primeiramente na intenção de fazer algo, logo após deliberação sobre o mesmo, e por fim a efetivação.

Quando há fragmentação nessa linha de raciocínio e as etapas são quebradas, algumas situações podem acontecer. Dentre elas, há a ocorrência de atos impulsivos, os quais tendem a gerar posteriores arrependimentos. Mas para que uma pessoa seja portadora da síndrome do pavio curto, os ataques de raiva devem ser periódicos, e não esporádicos. Eles caracterizam-se por atitudes grosseiras e ameaçadoras frente ao próximo, repetidamente e desproporcional ao episódio que o desencadeou.


Veja só alguns dos sintomas:

1 – Ter ataques de fúria mais de duas vezes por semana;


2 – Reação desproporcional ao evento estressor. A razão sempre é fútil;


3 – Ter surgido no final da adolescência e começo da vida adulta;


4 – Ataques de raiva não se justificam por uso de álcool e substâncias ou outros transtornos mentais;


5 – Ataques podem vir acompanhados de sudorese, formigamento, tremores ou taquicardia; 


6 – Ter casos na família de ataques de fúria;


7 – Se arrepender logo que a raiva passar: ter consciência que feriu alguém de alguma forma;


8 – Destruir objetos, independente do valor agregado a ele;


9 – Agredir alguém e até mesmo incendiar algum lugar durante o ataque de raiva;


10 – Impulsividade incontrolável: o ataque de raiva nunca é premeditado;


A causa mescla tanto fatores genéticos como fatores advindos do meio externo. No primeiro caso, está mais propensa a síndrome aqueles que apresentam casos em seu histórico familiar. A união deste com os elementos ambientais, como por exemplo, o crescente desrespeito de empresas frente a consumidores, que afeta diretamente o aumento do estresse cotidiano, além de traumas, perdas, acidentes, entre outros, ajudam a intensificar a intensidade dos ataques de raiva.

Vale ressaltar que pessoas tímidas tendem a sofrer mais com a síndrome, uma vez que guardam muitas coisas para si mesmo, até chegar a um momento de maior tensão onde a pessoa se exalta e “explode” diante alguma situação.

O arrependimento e a noção de desrespeito são claramente percebidos por quem sofre da síndrome. É preciso ficar atento aos sintomas e procurar acompanhamento psicológico e psiquiátrico. O objetivo principal visa ajudar o paciente entender o porquê do seu comportamento e identificar formas diferenciadas de evitá-lo, buscando agir de maneira racional.

A ausência de tratamento interfere e compromete diretamente na vida de quem possui o problema, prejudicando não apenas a vida social, mas também a financeira, profissional e, em muitos casos, a jurídica.


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