Conheça os perigos de se reutilizar garrafas plásticas Vida Sim

É muito comum as pessoas reutilizarem as garrafinhas de plástico. Se por um lado a prática acaba por contribuir para o planeta, diminuindo a poluição ambiental, por outro é a saúde que pode estar correndo grandes riscos em virtude dessa simples prática.

A contaminação bacteriana é um dos principais problemas provenientes da reutilização das garrafas plásticas, uma vez que representam um ambiente fechado e úmido, de constante contato com a boca e com as mãos. Em conjunto, esses pontos favorecem a proliferação bacteriana, capaz de contaminar o líquido que está sendo consumido.

Para constatar os ricos, um estudo foi realizado (1). Foram coletadas amostras de água das garrafas de 75 alunos do ensino básico, sendo que as mesmas não foram lavadas. O resultado obtido demonstrou níveis bacterianos acima do recomendado presentes em cerca de dois terços das amostras analisadas. Além disso, em todas as amostras foram identificadas quantidades de coliformes fecais acima do limite recomendado.

Mas além dessa questão ainda existe outro grande problema, a presença de Bisfenol A (BPA) nas garrafas. Esse composto é muito utilizado na produção de resinas e plásticos. Você pode encontra-lo em objetos como, por exemplo, eletrodomésticos, mamadeiras, itens de plástico, brinquedos, computadores, entre outros.

Estudos de grande porte já foram realizados acerca desse assunto. A Universidade de Harvard, nos EUA, por exemplo, analisou um grupo de pessoas que foram submetidas a testes utilizando garrafas plásticas contendo BPA durante o período de uma semana. Constatou-se que um aumento significativo dos níveis do mesmo na urina, cerca de 60%. Já um estudo executado pela Universidade de Cincinnati, reparou que BPA se desprendia mais facilmente do material plástico quando submetido a lavagens com água quente.

Os efeitos causados pela presença do BPA no organismo ainda geram muita discussão (2). Porém acredita-se que seu uso seja nocivo a saúde. De acordo com estudos, ele é caracterizado como um disruptor endócrino, ou seja, uma substância capaz de desregular os níveis hormonais do organismo. É um xenoestrógeno, ou seja, ele acaba confundindo os receptores celulares no organismo e se comporta de forma parecida aos estrógenos naturais (3). Desse modo, o sistema endócrino fica desequilibrado, modificando todo o sistema hormonal. Em decorrência dessas modificações são possibilitados problemas como abortos, anomalias, câncer de mama e de próstata, tumores no trato reprodutivo, diabetes, déficit de atenção, endometriose, fibromas uterinos, hiperatividade, doenças cardíacas, síndrome dos ovários policísticos, entre outros.

Aconselha-se que na hora da reutilização sejam utilizadas garrafas de vidro ou aço inoxidável. Tal medida contribui não apenas para o planeta como também para a saúde. Além disso, caso não consiga fazer a substituição, procure as garrafas produzidas com polipropileno (em geral possuem uma aparência branca).

No caso das garrafas plásticas, faça a reciclagem de maneira correta, porém tente evitá-las ao máximo! Mas independente da sua escolha, mantenha-a sempre limpa e lembre-se de reutilizá-la quando a mesma já estiver totalmente seca. Assim você evita possíveis contaminações.

Fontes:
(1)-http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12353459
(2)- http://sbemsp.org.br/possiveis-efeitos-nocivos-do-bisfenol-geram-discussoes-em-todo-o-mundo/
(3)-http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/1322-os-problemas-do-xenoestrogenio.html


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