Mitos e verdades sobre as unhas Vida Sim

A maioria das mulheres se preocupa em sempre manter as unhas bonitas. Mais além da parte estética, a saúde das mesmas requer atenção. Elas podem indicar quando algo não vai bem no nosso organismo, por isso é preciso ficar atenta ao sinais. Quando o assunto é a esmaltação, o aspecto, os cuidados que devem ser tomados, surge muitas dúvidas a respeito, como por exemplo, unha fraca pode ser sinal de alguma doença? , as manchas brancas representam alguma carência nutricional? , qual é melhor, acetona ou removedor de esmalte? , a base antes do esmalte, deixa a mesma mais forte? São muitos questionamentos que geram incerteza nas mulheres. A seguir preparamos uma lista com alguns mitos e verdades mais comuns sobre as unhas. Confira:

1 – Acetona agride as unhas:



Essa afirmação é verdadeira. Ela não as enfraquece, mas em virtude dos compostos químicos agressivos presentes em sua fórmula acabam desidratando-as, e consequentemente ressecando-as.

É por esse motivo que logo após o uso do produto elas ficam com um aspecto esbranquiçado e, muitas vezes, manchado. Uma dica é trocar a acetona pelo removedor de esmalte, este apresenta um cheiro menos forte, além de ser menos agressivo para as unhas, uma vez que não apresenta determinadas substâncias em sua composição.

É aconselhado após o uso, passar um creme hidratante sobre as mesmas.


2 – Unha fraca pode ser sinal de alguma doença:



Verdade. Unhas fracas e que se rompem constantemente, podem ser resultado de deficiência nutricional, em especial das vitaminas A, e as do complexo B. Ou então, alguma disfunção na glândula tireoide, como por exemplo, o hipotireoidismo, o qual deixa as unhas fracas, e os cabelos quebradiços. No primeiro caso a solução é simples, devem ser feitas mudanças nos hábitos alimentares, introduzindo alimentos ricos em vitaminas. Já o segundo caso, requer maiores cuidados e atenção. É preciso consultar um médico para que o problema seja controlado, com o intuito de evitar a sua evolução para algo mais grave.

Algumas outras doenças como diabetes, lúpus, reumatismo, leucemia, anemia, doenças hepáticas, infecções por fungos, estão associadas a esse sintoma. Mais não necessariamente você as possui. Procure manter uma alimentação equilibrada, ou seja, a qual englobe vitaminas, fibras, proteínas, e muita água. Caso os sintomas persistam, procure um dermatologista, ele avaliará suas unhas, e oferecerá a melhor opção de tratamento para o seu caso.


3 – Esmaltes escuros fazem as unhas cresceram mais rápido:



Tal afirmação é um mito. Muitas mulheres acreditam que esmaltes de cor escura auxiliam as unhas a crescerem mais rápido, porém não existe comprovação científica que confirme essa afirmação.

Assim como em todas as outras colorações, a pigmentação escura não possui relação direta com o crescimento das unhas. Esse processo ocorre devido à regeneração da lâmina ungueal (a parte dura da unha), ou seja, os esmaltes não fornecem vitaminas necessárias para que isso ocorra.

O que pode ocorrer, é o fato de os tons mais escuros possuírem uma maior duração, evitando que as unhas adquiriam um aspecto feio e quebradiço, fornecendo assim, a impressão de que as unhas aumentaram de maneira mais acelerada.


4 – Esmalte preto faz com que as unhas fiquem amareladas:



Essa afirmação é considerada parcialmente verdade. A parte mais dura da unha – denominada lâmina ungueal, não apresenta porosidade suficiente para que os esmaltes penetrem nela. Porém, alguns apresentam uma concentração maior na quantidade de pigmentos.

A utilização frequente e por um longo período podem acabar “tingindo” as unhas, resultando assim nas manchas amareladas. O ideal é que exista uma alternância das cores, se em uma semana você usou um tom mais escuro, na outra opte por um mais claro, e assim sucessivamente.


5 – É possível contrair determinadas doenças fazendo as unhas:



Essa é uma afirmação verdadeira. Diversas doenças como micoses, infecções nas cutículas, doenças bacterianas e doenças virais, como hepatite B, hepatite C e HIV, podem ser transmitidas durante o processo de esmaltação das unhas. A contaminação pode ocorrer através dos materiais utilizados, como as lixas, alicates, cortadores, entre outros.

O ideal é que você possua seu próprio kit. Caso você esqueça, sempre procure por salões que utilizem produtos descartáveis, ou então que sejam esterilizados. A maneira adequada de esterilizá-los consiste em lavar os materiais com água e sabão, e posteriormente utilizar uma escova para retirar a sujeira, antes de serem introduzidos na estufa e na autoclave.


6 – As unhas precisam “respirar”, e para isso devemos deixá-las um tempo sem esmalte:



Parcialmente verdade. Existem pessoas que possuem problemas nas unhas, para esses casos, é recomendado evitar a utilização de esmaltes durante o período de tratamento da infecção.

Já pessoas que não apresentam nenhum tipo de distúrbio, podem tranquilamente deixar suas unhas com esmaltes, sem se preocupar em deixá-las “respirar”.


7 – Roer as unhas, faz com elas fiquem mais fracas:



Essa afirmação é um mito. O ato de roer as unhas, que geralmente está associado a estresses do dia a dia, motivos de ansiedade, frustrações, entre outros, não torna as unhas mais fracas. O grande problema é que esse hábito pode ser prejudicial à saúde.

Ele causa a destruição de elementos essenciais como as cutículas e a pele, os quais são importantes para a proteção contra bactérias e vírus que venham atacar o nosso organismo. As sujeiras e os microrganismos nocivos, podem se alojar em baixo das lâminas, e em contato com a boca, resultar em danos a saúde.


8 – A base antes do esmalte protege a unha:



Afirmação parcialmente verdadeira. Não utilizar base antes de esmaltar as unhas não acarreta danos à saúde das mesmas. Porém diversas bases possuem em suas composições componentes hidratantes, ou então, ativos fortalecedores, os quais podem trazer benefícios para a lâmina ungueal, e ainda auxiliar no processo de fortalecimentos das unhas.

Ou seja, o seu uso não é necessariamente obrigatório, mas é comumente utilizado em virtude das vantagens que proporciona, em especial, para as pessoas que possuem unhas enfraquecidas e quebradiças.


9 – Coceira nos olhos pode ser sinal de alergia ao esmalte:



Verdade. Um dos sintomas provocados pela alergia a esmalte é a coceira na área dos olhos.

Isso acontece porque as pálpebras são regiões muito tocadas pelas mãos sem nem ao menos percebermos. Em contato com a pele, o esmalte pode causar dermatite. Nesse caso, deve-se procurar um oftalmologista.

Uma das indicações consiste em evitar o uso do produto por pelo menos duas semanas, e posteriormente substituí-lo por um hipoalergênico.


10 – Depois que a unha cai, ela nasce mais fraca:



Mito. Existe a possibilidade que após algum trauma, a matriz sofra algum traumatismo. Independente disso, a unha não ficará mais fraca. O que pode ocorrer é que ela nasça defeituosa ou então irregular.


11 – Manchas brancas nas unhas pode ser sinal de falta de cálcio:



Trata-se de um mito. As manchas brancas que aparecem nas unhas estão associadas a outros fatores, e não a alguma deficiência nutricional, no caso o cálcio.

Traumas ocorridos na raiz são um dos principais motivos que resultam no aparecimento de manchas e falhas. É muito comum que isso ocorra, mas em casos de anormalidade, o melhor é procurar um profissional para que possam ser diagnosticados possíveis casos que mereçam mais atenção, uma vez que essas manchas podem ser sinais de algumas doenças, como por exemplo, a psoríase.


12 – Unha encravada é genética:



Unha encravada não é genética, ou seja, tal afirmação é um mito. Ela pode dar origem a uma inflamação e, consequentemente, causar inchaço e vermelhidão.

O principal motivo para que isso ocorra é devido à utilização de sapatos com o bico muito fino, que apertam o dedo do pé e a própria unha, ou então o corte irregular no formato da mesma.

Elas devem ser cortadas retas, e não ao longo da curva, ou nem muito curtas. Além disso, não use sapatos apertados, eles devem ser apropriados e confortáveis.



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