Fuja dos investimentos em poupança e imóveis este ano Vida Sim

Para o ano de 2015, tanto os investimentos de poupança, como os de imóveis são altamente contraindicados, mesmo sendo tão tradicionais e comumente os mais empregados no âmbito dos investimentos.

Primeiramente, no caso da poupança ocorre a alta taxa básica de juros (Selic). Este índice em alta torna o investimento pouco lucrativo, uma vez que apresenta um rendimento de 0,5% ao mês (fixado quando a Selic passa dos 8,5%). Desse modo, temos uma taxa de lucro de apenas 6% ao ano, tornando a rentabilidade da poupança muito baixa em relação aos CDBs pós-fixados, fundos DI e Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e Títulos do Tesouro Direto, que juntamente com a Selic (que se encontra em 12,75% atualmente), podem render o aproximado a 10% ao ano quando então descontadas as taxas de investimento.

O maior problema é que os brasileiros geralmente desconhecem essas informações e acabam investindo primeiramente na poupança. Porém, é importante saber que a Selic ao atingir níveis de quase 13%, esse tipo de aplicação deve ser descartada e deve-se buscar investimentos em outros setores.

Vale ainda ressaltar a existência de uma exceção, a qual confere maior rentabilidade para investimentos de curto prazo, ou seja, menos de um ano, uma vez que ao se investir em títulos públicos, além do IOF, o investidor deve pagar o Imposto de Renda a 22%, impossibilitando assim, o lucro. Em contrapartida, a alíquota de imposto diminui em relação aos investimentos em longo prazo.

Ainda em relação ao cenário de curto prazo, as mudanças não devem ocorrer, uma vez que as mudanças do Copom em relação à Selic não devem ser menores que 0,75%. Diante disso, juntamente com a elevada inflação, para atingir uma taxa baixa que torne a poupança um bom e lucrativo investimento, o tempo de espera é grande, aproximadamente um ano.

Em relação aos investimentos em imóveis, o cenário também não é dos melhores, já que apresenta mostras de desaceleração. A oferta foi maior que a demanda de acordo com dados do SECOVI-SP, que expõem que no ano de 2014, o número de lançamentos ultrapassou o número de vendas em 10 mil unidades, quantidade considerada alta. Esse tipo de investimento não deve ser totalmente descartado, mas a melhor opção é esperar pelo tempo certo, uma vez que se trata de um setor cíclico, que oscila entre momentos de estagnação e momentos de alta.

O momento é bom para quem procura um imóvel para compra, mas não para investimentos. A situação tende a sofrer ainda mais desvalorizações, onde não havendo o repasse da inflação oficial para o valor do imóvel, faz com que a rentabilidade seja perdida. Por exemplo, um imóvel que hoje vale 200 mil, existe uma tendência de valer 200 mil nos próximos quatro anos, ou seja, somando perdas de 30% a 40%.

Vale também lembrar os riscos para aqueles que desejam investir para garantir renda a partir do aluguel. Primeiramente, o lucro não é elevado e existe a possibilidade de inadimplência e destruição do patrimônio por parte do locatário. Além disso, quando desocupados, existe a necessidade de arcar com as despesas do condomínio e as taxas de manutenção.


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