Saiba como negociar dívidas com c artão de crédito Vida Sim

Com a facilidade oferecida pelos estabelecimentos, fica muito fácil comprar com os mais variados tipos de cartão de crédito, uma vez que muitos parcelam em várias vezes e sem juros. Em contrapartida, o consumo desenfreado pode acabar se sobressaindo, resultando na aquisição de novas dívidas e aumentando a dificuldade para quitá-las.

Uma das consequências é acabar com o nome negativado, e nesse caso, a melhor opção é buscar a renegociação da dívida. É preciso entender que a mesma beneficia ambos os lados, o devedor com a possibilidade de pagar menos juros, e a empresa com a oportunidade de receber o valor devido.

Primeiramente é preciso listar todos os gastos efetuados, e conhecer o valor exato da dívida. Em seguida é essencial estabelecer a partir do orçamento mensal todos os gastos essenciais, como água, luz, comida, aluguel, e também os gastos supérfluos, que poderão ser utilizados para sanar a dívida. Isso também ajudará muito no momento da renegociação, afinal você saberá exatamente quais seus gastos mensais e qual o valor da parcela será acessível para você.

Para as pessoas que possuem dívidas em mais de um cartão de crédito, a melhor alternativa é pagar primeiro aquele possui a taxa de juros mais alta. Na sua própria fatura você pode obter esse dado, procure a seção “Encargos de Financiamento” o “Juro Máximo de Financiamento ao Mês”, lá você encontrará qual o valor da taxa percentual a ser cobrada quando o valor total da fatura não for quitado. É importante ressaltar que mesmo que você não consiga pagar todo o cartão, em último caso pague o valor mínimo de cada um, desse modo as taxas ficam ligeiramente menores.

Um dos grandes problemas no caso das dívidas é que muitas pessoas acreditam que após cinco anos, toda a dívida que não foi negociada e paga deixa de existir. Porém isso não é verdade, o que acontece é o nome do devedor apenas sai da lista das empresas de análise crédito, mas mesmo assim, o devedor sofrerá restrições com as credoras.

Em contato com o credor, diga a sua real situação financeira, para assim chegar a um acordo que beneficie ambos os lados. Você pode fazer uma proposta, caso seja oferecida uma contra-proposta, avalie-a bem e defina se ela está de acordo com a sua situação e se você conseguirá realizá-la.

Ao procurar o credor é preciso mostrar que existe intenção de pagar a dívida. No caso dos cartões de crédito existem maneiras que auxiliam no processo de quitação. Além disso, vale a pena consultar as instituições que aceitam a portabilidade da dívida, oferecendo assim, condições melhores que as do credor. Outra dica é atentar-se ao entrar em contato com a central de atendimento do próprio cartão, a primeira proposta feita pelo atendente geralmente não é a mais vantajosa.

Uma outra espécie de renegociação, é a coletiva. Nesse caso, reúnem-se diversos devedores de um mesmo credor, e partir disso, renegociam todas as dívidas em uma única proposta. Nesse caso, as empresa cobram um percentual do valor que conseguiram economizar na dívida. Lembre-se que as credoras oferecem diversas formas de negociação, entre elas, redução de até 50%, além de serem refinanciadas com juros mais baixos e boa condição de pagamento para cada devedor. E não se esqueça de pedir o CET (Custo Efetivo Total), o qual é obrigatório por lei e fornece os juros, as taxas e os impostos que serão cobrados.

Um dica que merece bastante atenção refere-se à busca de empréstimos em financeiras. Apenas procure por esse serviço caso a taxa de juros oferecida por eles seja menor que a do cartão, mas geralmente eles acabam sendo maiores, aumentando ainda mais o problema. Caso esteja muito difícil quitar a dívida, existem outras opções que estarão aptas a ajuda-lo e orientá-lo da melhor maneira, como por exemplo, pedir ajuda para associações especializadas como o Instituto Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro (Andif), e a Fundação de Proteção e Defesa do Consumir (PROCON).

Durante esse processo, é essencial que novas dívidas não sejam contraídas. E mesmo após a quitação, é preciso ficar atento e com olhar redobrado sobre os gastos.


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