Gatos em Comunidade: a organização social dos felinos Vida Sim

Diferentemente dos cães, os gatos apresentam uma organização social peculiar característica, que lembra seus ancestrais selvagens, especialmente em ambientes rurais. A organização social felina está centrada em dois grupos sociais: um em que a organização social é centrada nas fêmeas reprodutoras e em sua descendência e no qual os machos, após o início das manifestações sexuais, são expulsos do grupo – trata-se de um sistema matriarcal matrilinear – e um segundo grupo, composto por machos, chamado de fraternidade, no qual os mais velhos mantêm um sistema de lutas por fêmeas e pela defesa do território, ensinando animais mais jovens, expulsos pelas fêmeas do grupo dominante.

Após os acasalamentos, os machos retornam para seus territórios. No campo, os felinos se relacionam em comunidades, denominadas aparentadas, por se formarem por grupos de uma descendência comum. Nas cidades, as comunidades acabam se formando por indivíduos da vizinhança. É o que ocorre quando animais de diferentes procedências são reunidos em um ambiente, como é o caso de uma casa.

Os gatos têm hábitos de reuniões em grupos, mas dificuldade no relacionamento social por falta de identificação, que, com o tempo, pode evoluir para resultados positivos (de aceitação e convívio) ou negativos (de constantes brigas e disputas).

Na relação social dos felinos de estimação, existe uma importante marcação territorial que delineia áreas de descanso, áreas de circulação e áreas comuns de encontros, delimitadas e demarcados por arranhaduras e urina.

Os gatos, em quaisquer locais, apresentam o hábito natural de caçar, muito mais por brincadeira que por necessidade alimentar, uma vez que podem buscar fontes de alimentação em diversos sítios, como as casas vizinhas.

Entretanto o hábito de caçar os expõe ao risco de contato com animais estranhos ou silvestres de pequeno porte, dentre os quais os quirópteros, que compõem um elo importante no ciclo da transmissão da raiva.

Os felinos têm em sua primeira infância, que vai até as 9 semanas de vida, um período fundamental de definição do comportamento, que perdurará por toda a vida. Animgatos-comunidade-ogais mais manipulados por humanos ou estimulados pela própria mãe desenvolvem maior sociabilidade que aqueles prematuramente retirados de suas mães e mantidos em ambientes desgastantes e com pouco contato com seres humanos.

Portanto, o meio ambiente é fundamental na definição comportamental dos felinos, quer seja pelo fornecimento de fontes de abrigo, água e alimentação, quer seja pela definição de suas organizações sociais.

Diferentemente dos cães, para os quais a domiciliação permanente é relativamente fácil, no caso dos gatos ela pode determinar problemas de comportamento, especialmente para aqueles animais de vida doméstica solitária.


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