Como lidar com problemas de comportamento de felinos Vida Sim

Há 3.000 anos o gato convive com o homem. Entre a domesticação e os dias de hoje, muita coisa mudou. Ele convive no ambiente doméstico, mas ele também continua convivendo com outros gatos e se comporta como tal, exibindo comportamentos naturais da espécie, que nem sempre estão de acordo com sua vida “doméstica”.

Gatos não podem ser educados da mesma forma que os cães, pois esses formam uma hierarquia social e respeitam um líder (matilha). Podemos impor nossa vontade quando nos tornamos seus líderes.

Gatos formam grupos sociais apenas em caso de necessidade e esse grupo respeita territórios e não um chefe. Punir seu gato fisicamente só ensina o gato a ficar agressivo, ou seja, ele aprende a agredir quando agredido, mas também pode ficar com medo e arredio.

Como os gatos ouvem muito melhor do que nós, um grito forte pode impedí-los de realizar alguma coisa que você esteja tentando ensinar. A repreensão só funciona se for feita na hora que ele está tendo o comportamento inadequado; depois não adianta, ele não saberá o motivo do barulho desagradável (isso tento para gatos quanto para cães). Outro método é empurrar a cabeça do gato, com a palma da mão ou tocar-lhe a ponta do nariz com o dedo indicador. Faça o gesto com gentileza e dizendo um ‘NÃO’ firme.

Mas o que funciona mesmo é sair de perto – se o gatinho arranha depois de um tempo de carinho ou quando está no colo, não o afaste e sim afaste-se dele, assim ele logo perceberá que “não agradou”.

Mantenha objetos quebráveis ou perigosos longe do seus alcance, as estantes de livros devem ser estáveis e firmes, os quadros e espelhos devem estar bem firmes na parede, assim como prateleiras etc. Treine seu gato desde pequeno, será mais fácil que ela aprenda nessa idade, o que pode e não pode fazer.

A ‘gracinha’ do filhote não é mais engraçada quando ele se torna adulto. Não é só por ser silencioso e observador que o gato pode fazer qualquer coisa ou que não pode ser educado. Seja firme para que ambos sejam felizes.

Os problemas mais comuns e de difícil administração são o xixi fora da caixa e o hábito de arranhar móveis. Gatos não-castrados apresentam o hábito de borrifar a casa com xixi.

Temos que diferenciar se esse comportamento é apenas a marcação de território ou se é um problema físico como cistite ou uma síndrome urológica. De uma forma geral, o borrifo de xixi é mais comportamental e urinar em local inapropriado costuma ser por causas médicas.

Sempre limpe o local, mas evite o uso de limpadores à base de amoníaco ou água sanitária, porque só irão incentivar o gato a fazer mais xixis. Use um produto à base de amônia quaternária que, além de tirar o cheiro de urina, é um excelente higienizador de ambientes e o único que mata protozoários (como Giárdia, por exemplo) ou, mais ecologicamente, utilize vinagre pois gatos odeiam cheiros ácidos.

No caso de marcação de território, a solução está em providenciar a cirurgia de castração – que traz inúmeros benefícios à saúde e bem-estar dos felinos (machos e fêmeas). O melhor é que o gato esteja castrado antes de chegar na idade adulta. De qualquer modo, o melhor é consultar seu médico veterinário assim que o bichano chegar a sua casa.

Arranhar móveis parece ser a melhor coisa do mundo para seu gato.

Mas não é. Dê ao seu gato arranhadores onde ele possa se livrar das unhas compridas. Eles não gostam de tecidos ou materiais em que suas garras fiquem presas, se isso acontece, eles não usam mais. Corda e madeira são materiais que eles apreciam. Tapetes de sisal costumam ser os preferidos.

Mostre contentamento sempre que ele usar o local adequado para “arranhar”. Para evitar que arranhe os móveis, cole uma fita adesiva de dupla face no local em que ele arranha. Alguns gatos preferem arranhadores verticais e outros, horizontais.

Outra dificuldade que muitos proprietários enfrentam é a agressividade nos filhotes, geralmente é sob a forma de “brincar de brigar”, uma preparação para futuros combates reais.

Na vida selvagem, saber caçar significa sobreviver. Os ataques dos filhotes envolvem morder e arranhar. Se seu gato se excede nas brincadeiras de brigar com você, antecipe seus movimentos preparatórios para o ataque e impeça-o. Se não der tempo e o gatinho começar a arranhar depois de um tempo de carinho ou quando está no colo, não o afaste e sim afaste-se dele.

Ele logo perceberá que “não agradou”. Então o que funciona melhor, é sair de perto. Não dê atenção a ele por algum tempo, até ele se acalmar. Ele irá aprender a brincar da forma mais adequada se você desencorajá-lo a se exceder. Não encoraje o filhote a brincar de morder sua mão, ou atacar suas roupas e cadarços de sapato.

Brinque com um brinquedo próprio para ele. Uma tampinha de garrafa pet amarrada na ponta de um cordão costuma fazer sucesso como brinquedo. Bolinhas de ping-pong também. Estas não devem ser jogadas na direção do gato e sim para longe dele (para que ele brinque de “seguir a caça”). Brinque sempre com seu gato, use brinquedos com movimento, exercite-o. Assim ele irá dar vazão ao seu instinto de caça sem atacar seus pés e tornozelos.

Quando gatos são extremamente agressivos contra o dono devem ser analisadas todas as possíveis doenças físicas e psicológicas. Entre as causas físicas temos: dores crônicas, isquemias cerebrais, problemas neurológicos. Nas causas psicológicas: ansiedade, agressividade redirecionada, medo, etc. Identificar a causa é fundamental para o sucesso do tratamento. Gatos que se sentem hostilizados (excesso de broncas e limites) podem ficar agressivos.

Quando o gato reage com muito nervosismo, se arrepia e foge correndo do agressor, estimula a agressividade deste. Terapias complementares (Florais, Aromaterapia etc.) e medicamentos Homeopáticos podem ajudar a equilibrar as emoções dos gatos agressores e agredidos e harmonizar o ambiente em que vivem.


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